Conte uma história e aumente suas vendas através do storytelling.

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Mas, afinal de contas, o que é storytelling? Esse recurso, que não tem um nome muito fácil, tem feito parte do sucesso de muitas marcas por aí. Mas, no final das contas, trata-se de algo muito simples e que a gente faz todo dia: contar histórias (story = história / telling = contar).

Então quer dizer que, se eu contar uma história bacana sobre o meu produto/serviço, eu vou vender muito mais? Sim, é exatamente isso que eu quero dizer. Storytelling é um recurso riquíssimo e muito utilizado em publicidade, mas de um jeito tão sutil que poucos reparam.

Ainda bem que você tem a Academia da Marca para explicar melhor como fazer o melhor uso dessa ferramenta. Vamos lá?

1. Herói e Vilão
O primeiro passo para uma história de sucesso é entender quem é o seu público-alvo, para que, assim, seja possível encontrar o vilão perfeito da sua história. Pode parecer maldade, mas você precisa despedaçar o coração do seu cliente antes de qualquer coisa.

Esse vilão, entretanto, não precisa ser uma pessoa. Pode ser uma realidade do mercado, uma dificuldade cotidiana, ou até mesmo um concorrente indireto que não atenda às necessidades que o seu produto atende.

Já o herói dispensa apresentações, certo? Sim! É claro que você é o herói. Quem mais poderia resolver todos os problemas do seu consumidor com a mesma qualidade que você?

Nesse relacionamento entre herói e vilão, entretanto, é necessário de muito cuidado para não colocar a carroça à frente dos bois. Ou seja, despertar a dor do seu público é o primeiro passo para que a sua história tenha o sucesso que nós buscamos para o seu negócio. Vamos falar sobre essa estrutura a seguir.

2. A jornada do herói
Chegou a hora de quebrar seu coração, como prometi no início do texto. A verdade é que, todos os melhores livros/filmes que você já assistiu foram construídos através de uma ferramenta muito antiga de narração, intitulada de “a jornada do herói”. Está duvidando? Dá uma olhada na imagem abaixo:

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FONTE: Karen Soarele

Parece que foi de propósito. Mas nada do que foi mencionado na imagem acima diminui a qualidade e a comoção que ambas as histórias geraram em seus tempos e em seus públicos.

A jornada do herói foi feita para facilitar a criação de histórias, tanto em narrações como livros e filmes quanto em comunicação publicitária. Ou seja, não se trata de uma fórmula pronta que deve ser seguida à risca. Isso porque a ferramenta, desenvolvida por Joseph Campbell, é apenas um guia para que você tenha um norte na hora de contar a história do seu produto/serviço. É perfeitamente possível construir uma narrativa sem seguir as etapas mencionadas.

Veja na imagem os 12 passos que compõem a jornada do herói:

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FONTE: usp.br

3. O Clímax
O que toda história tem em comum em qualquer meio de comunicação? Vamos lá! Eu sei que você sabe! É o quase final. É preciso que haja muita emoção e comoção. É preciso que o grande vilão se dê mal e o herói se saia vencedor na grande batalha que vai definir o destino do universo em que a história está centrada. Sem clímax, não tem lição de moral, não tem grandes viradas, não tem vida.

Em comunicação publicitária, o clímax se encontra no momento em que o seu produto/serviço salva o cliente dos males causados pelo vilão. Simples assim? Não! Construir um clímax é divertido e parece fácil, mas muita coisa pode dar errado se a mensagem for passada de forma incorreta.

Logo após o clímax, é importante que se mostre como o mundo mudou após a vitória do herói. Orientar o cliente ao resultado é o que torna a sua história não apenas convincente, como também lucrativa. Sem esse desfecho, todo o seu storytelling pode ir por água abaixo.

O storytelling é uma ferramenta poderosíssima que pode transformar o seu fluxo de vendas, mas pode dar em nada se você não a aplicar de uma forma criativa, eficaz e com foco nas suas metas. Por isso, planejar o escopo da sua história é essencial para que você possa contar as mais diversas histórias e transformar a sua empresa.

Até a próxima!

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