Greenwashing – A verdade por trás da sustentabilidade

 Na Categoria Marketing

Depois de um século inteiro gastando recursos naturais para o desenvolvimento da tecnologia, a humanidade começou a perceber que o planeta está pedindo socorro. Com isso, a sustentabilidade tem se tornado um assunto polêmico, difícil e popular.

No embalo da sustentabilidade, são muitas as marcas que fazem questão de adotar uma postura “verde”, a fim de ganhar notoriedade e valorizar a imagem perante o consumidor. No Brasil, essa prática é ainda mais comum, o que garantiu aos brasileiros o título de segundo povo mais sustentável do mundo, de acordo com a National Geographic Society.

Sustentável, só que não

Para reforçar o comportamento sustentável, as marcas fazem questão de anunciar informações a respeito de seus métodos de produção e distribuição, o que gera ao público uma imagem de “ecologicamente correto” e acaba conquistando a preferência do consumidor.

Mas nem toda informação dessas marcas é verdadeira. Na busca pela preferência do consumidor, muito do que se fala em embalagens ou em peças publicitárias pode ser apenas um artifício para disfarçar o fato de que não há nenhuma prática sustentável no desenvolvimento de uma empresa.

Essa prática é chamada de greenwashing, ou “maquiagem verde”.

É verde mesmo? Como vou saber?

Para evitar que o consumidor compre gato por lebre, o site Moleco, especialista em conteúdo sustentável, desenvolveu uma lista de itens que ajudam a identificar se uma empresa realmente adota a sustentabilidade ou se está praticando greenwashing:

  • Falta de Provas: informações jogadas sem detalhes aprofundados ou sem certificações que as comprovem.
  • Falsos Rótulos: usar certificações duvidosas para enganar o consumidor (como usar o nome de uma instituição criada pela própria marca, por exemplo).
  • Natural: nem tudo que é natural faz bem para o meio ambiente. Urânio é natural e, ao mesmo tempo, destruidor.
  • Irrelevância: Usar de fatos que não agregam valor ao caráter sustentável, como “Livre de CFC”, já que, no Brasil, o uso de CFCs é proibido por lei.

Não é fácil ser verde!

Adotar uma prática sustentável faz bem à sua imagem, ao consumidor e ao planeta. Mas não é algo que se faz da noite para o dia. Não é apenas uma mudança que fará a diferença. É necessário reestruturar todas as áreas da sua empresa para chegar lá.

Mesmo assim, não é impossível. Você pode começar aos poucos a adotar pequenos hábitos que contribuem com o planeta e, logo, com uma imagem verdadeiramente sustentável para a sua marca. O portal Meu Mundo Sustentável levantou algumas dicas para que você possa começar a tornar sua empresa mais “verde”:

  • Evite imprimir: papel é feito de madeira. Quando menos papel você gasta, menos árvores são cortadas. Você economiza, e o mundo agradece.
  • Aprimore seu equipamento: ao invés de trocar suas máquinas por versões mais novas, procure aprimorar as que você já tem, economizando dinheiro e recursos naturais.
  • Ofereça a opção de home office: assim, seus funcionários diminuem o uso de combustíveis para o deslocamento até o trabalho, além de reduzir a emissão de carbono.
  • Dispense os copos plásticos: substitua por canecas, o que diminui o acúmulo de lixo descartável. Aproveite para trocar as máquinas de lanches industrializados por uma cesta de frutas, o que, além de fazer bem ao planeta, faz bem ao corpo.
  • Contribua com a sua comunidade: responsabilidade social também é sustentabilidade. Adote alguma prática que faça bem às pessoas ao seu redor, abraçando o tripé da sustentabilidade – ambientalmente correto, economicamente viável e socialmente justo.

Mudanças como essas são pequenas, mas podem se tornar o primeiro passo para uma nova fase da sua empresa, que, além de contribuir com o desenvolvimento de um planeta melhor, constrói uma imagem verdadeira de uma sociedade que se preocupa com o uso correto de recursos naturais.

Por isso, não dê chance ao greenwashing. Adote práticas reais de sustentabilidade e eleve sua marca a um novo patamar.

Até a próxima!

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