Publicidade Infantil – Proibidos e Permitidos

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Segundo o Conselho Federal de Psicologia, “além da menor experiência de vida e de menor acúmulo de conhecimentos, a criança ainda não possui a sofisticação intelectual para abstrair as leis (físicas e sociais) que regem esse mundo, para avaliar criticamente os discursos que outros fazem a seu respeito”.

Por isso, se você possui ou pretende desenvolver um negócio dedicado às crianças, é bom prestar atenção nas dicas que daremos a seguir.

O que não pode

Palavras de ordem – É expressamente proibido o uso do modo imperativo diretamente à criança. Chamadas como “compre agora” ou “peça para os seus pais” falam com os pequenos. Essa regra foi aplicada porque quem tem o poder de decisão de compra é o adulto responsável. Como é o adulto que escolhe se compra ou não, é ele o alvo da ação publicitária.

Discurso intimidador – Ao explicar que uma criança se tornará superior ao consumir o seu produto ou que ela se tornará inferior se não consumir é uma falta grave para o CONAR. Esse discurso é considerado discriminatório e pode causar sérios problemas psicológicos para quem está em fase de formação de caráter.

Promover discriminação – O conteúdo da propaganda destinada ao público infantil não pode desvalorizar a família, escola, vida saudável ou proteção ambiental. Da mesma forma, é proibido desenvolver peças que contenham qualquer tipo de preconceito racial, religioso ou social.

 

Respeito aos pais – Toda peça que tentar passar por cima da autoridade dos pais será considerada abusiva, o que por consequência, é proibido. Nesse caso, é ainda mais perigoso, já que essa atitude direciona o discurso diretamente à criança e, como já falamos, o alvo do conteúdo publicitário deve ser os adultos responsáveis.

Merchandising – Por se tratar de uma técnica indireta de publicidade, o merchandising não pode ser desenvolvido para ser veiculado em programas infantis.

O que pode

Convencer os pais – Já que é o adulto que vai tomar a decisão da compra, é ele quem deve ser convencido. Por isso, mesmo que o seu produto seja exclusivamente de uso infantil, tenha como objetivo conquistar a preferência dos adultos.

Benefícios reais – Explique detalhadamente de que forma o seu produto beneficiará a criança. Ela vai crescer com mais saúde? Vai exercitar o cérebro? Possui alguma substância que conserva a integridade física do usuário? É educativo? É super divertido e seu filho vai adorar? Desde que as vantagens sejam reais e concretas, seu argumento estará liberado!

Isso é propaganda – Use os meios convencionais de comunicação para anunciar seu produto. A propaganda para o público infantil deve ser direta e não pode estar disfarçada de outra coisa. Então, aproveite os intervalos comerciais dos veículos de comunicação e faça da criatividade a sua maior ferramenta de trabalho.

Parece meio chato, mas…

Se compararmos o padrão de cuidados da comunicação publicitária atual com o que era nas décadas de 80 e 90, parece até meio chato estarmos envoltos em tantas regras e legislações. O que devemos ter em mente, entretanto, é que a nossa sociedade evolui dia após dia, e isso afeta a nossa percepção do que pode ser bom ou prejudicial para os nossos pequenos. Essa percepção é o que gera todas as limitações a que somos submetidos como profissionais de propaganda, mas é o que mantém a qualidade de vida não somente das crianças, mas também todo e qualquer consumidor atingido pelas campanhas que desenvolvemos para nossos clientes. Por isso, a observação e a manutenção dessas normas se fazem necessárias, já que garantem o direito de uma empresa de anunciar enquanto protege a integridade física e psicológica do consumidor infantil.

Clique aqui para ter acesso ao Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Para entender as normas para publicidade infantil, vá até o Capítulo II, Seção 11 – Crianças e Jovens.

Até a próxima!

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